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BANCO BRADESCO S.A.
companhia aberta CNPJ 60.746.948/0001-12 código CVM 906
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O que mudou no discurso — 4T25 → 1T26
O lucro recorrente do Bradesco segue crescendo (R$6,8 bi no 1T26, 9º trimestre seguido de alta), mas o discurso muda de tom: a administração passa a reconhecer degradação de inadimplência em agronegócio e crédito rural de safras antigas, eleva o custo de crédito (de 3,2% para 3,5%) e adota postura 'mais conservadora' no apetite a risco, revertendo o discurso de controle total visto no 4T25. O lucro contábil caiu 22,3% t/t por conta de um evento não recorrente negativo de R$1,78 bi (PTI/processos fiscais), contrastando com o efeito positivo do trimestre anterior. O release de guidance para 2025, que era um bloco explícito no relatório anterior, simplesmente desaparece no 1T26, sem qualquer menção a metas de 2026. Surgem novos temas na narrativa, como a criação da Bradsaúde e o uso intensivo de GenAI na transformação.
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Últimos documentos na CVM
O Bradesco aprovou aumento de capital de R$ 10 bilhões via subscrição privada de novas ações ON e PN, com preço de emissão de R$ 15,43 e R$ 17,64 respectivamente. Acionistas têm direito de preferência de 5,72% sobre suas posições, com prazo de exercício entre 6/8 e 4/9/2026, e homologação parcial permitida caso o mínimo de R$ 8 bilhões seja subscrito. A operação reforça a base de capital do banco e pode gerar diluição para acionistas que não exercerem o direito.
O Bradesco aprovou aumento de capital de até R$10 bilhões (mínimo R$8 bilhões, com compromisso firme das controladoras), mediante subscrição privada de ações a preço com deságio de 6%, e antecipou para 15.9.2026 o pagamento de JCP declarados em 25.3.2026 e 23.6.2026, totalizando R$6,5 bilhões, permitindo que acionistas usem esses recursos para integralizar as novas ações. A operação reforça o Capital Principal em cerca de 0,9 p.p. e sinaliza suporte dos controladores ao plano de transformação do banco.
Ata da AGE do Banco Bradesco de 31/03/2026 que aprovou a cisão parcial da Bradseg Participações S.A., com incorporação da parcela cindida pelo próprio banco, conforme Protocolo e Justificação de 26/02/2026. Foram também ratificadas a nomeação da KPMG como avaliadora e o laudo de avaliação contábil do acervo cindido, com autorização à diretoria para implementar a operação. Trata-se de reorganização societária intragrupo (simplificação da estrutura de participações em seguros), aprovada por ampla maioria, sem alteração econômica relevante para o acionista.
Ata das AGE e AGO cumulativas do Banco Bradesco de 10/03/2026. Na pauta extraordinária, aprovou-se aumento do capital social em R$ 6,67 bilhões (de R$ 87,1 bi para R$ 93,77 bi) via capitalização de reserva legal, sem emissão de ações, além de dispositivo estatutário para participação nos lucros de administradores. Na ordinária, aprovaram-se as contas de 2025 e a destinação do lucro líquido de R$ 24,55 bilhões, incluindo R$ 14,50 bilhões em JCP (R$ 7,60 bi já pagos e R$ 6,90 bi a pagar até 30/04 e 31/07/2026), e a eleição do conselho de administração com 11 membros para mandato de 2 anos. Ata majoritariamente formal, ratificando matérias já divulgadas.
O Bradesco aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio intermediários no valor total de R$3,5 bilhões, correspondendes a R$0,315359035 por ação ordinária e R$0,346894939 por ação preferencial. O valor representa cerca de 18,3 vezes o pago mensalmente e será computado nos dividendos obrigatórios do exercício, reforçando a remuneração ao acionista.
Bradesco divulgou a apresentação da videoconferência de resultados do 1T26, com lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões (+4,5% t/t e +16,1% a/a) e ROAE de 15,8%. As receitas totais cresceram 14,0% a/a, atingindo R$ 36,9 bilhões, e seguem como principal driver da melhora de rentabilidade e eficiência (IEO de 49,2%). O custo de crédito subiu por casos específicos no atacado e no crédito rural, mas a carteira segue mais colateralizada e com menos reestruturações; a criação da Bradsaúde teve impacto positivo no capital.
Bradesco arquivou o Relatório de Análise Econômica e Financeira do 1T26 (versão em inglês), documento complementar à divulgação de resultados. O relatório detalha o nono trimestre consecutivo de crescimento do lucro (R$ 6,8 bi recorrente, +16,1% a/a) e receitas de R$ 36,9 bi (+14,0% a/a), além de discutir qualidade de crédito, com deterioração pontual na carteira rural legada e no segmento MPME, e alocação de R$ 4 bi em JCP no trimestre. Reforça apetite de risco moderado com viés conservador e adoção das Resoluções CMN 4.966/4.975 desde jan/25.
Segundo arquivamento do Economic and Financial Analysis Report do 1T26 do Bradesco, com conteúdo essencialmente idêntico ao documento anterior (protocolo distinto, mesma data de entrega). Traz os mesmos destaques: lucro recorrente de R$ 6,8 bi (+16,1% a/a), receitas de R$ 36,9 bi (+14,0% a/a), qualidade de ativos sob controle e consolidação dos ativos de saúde na Bradsaúde. Trata-se de material recorrente de divulgação de resultados, sem informação nova em relação ao pacote do 1T26.
O Bradesco divulgou o release de resultados do 1T26, reportando lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões, alta de 16,1% a/a e nono trimestre consecutivo de crescimento, impulsionado por receitas totais de R$ 36,9 bilhões (+14% a/a). O banco destacou melhora na margem financeira, forte desempenho em seguros com a criação da Bradsaúde, inadimplência controlada mas com sinais de deterioração em agronegócio, e aumento do custo de crédito por reforço de provisões em Grandes Empresas. É um documento de divulgação econômico-financeira trimestral relevante para acompanhamento da tese de crédito e rentabilidade do banco.
Bradesco comunicou a publicação dos Relatórios Integrado e ESG referentes ao exercício de 2025, arquivados também na CVM e disponíveis no site de RI. Os documentos cobrem governança, estratégia, gestão de riscos, resultados financeiros do exercício e indicadores ambientais, sociais e climáticos. Comunicado procedimental, sem informação financeira nova para a tese.
Bradesco anunciou o fechamento da consolidação dos negócios de saúde da Organização na Bradsaúde S.A. (nova denominação da Odontoprev), com a homologação da incorporação das ações da Bradesco Gestão de Saúde (BGS) pela Bradsaúde na relação de troca previamente estabelecida, sem ajustes. Com isso, a BGS tornou-se subsidiária integral da Bradsaúde e o Bradesco passou a deter 91,35% do capital total e votante, sujeito ao exercício de direito de retirada por dissidentes até 07/05/2026. Etapa relevante da reorganização societária que, segundo a divulgação de resultados, gera impacto positivo no capital do banco.
Em resposta a ofício da CVM sobre notícia de mídia, o Bradesco confirmou que, em consórcio com o Itaú (50% cada), vem adquirindo carteiras de empréstimos do BRB a estados e municípios com aval da União, porém em valor inferior ao R$ 1 bilhão mencionado na reportagem. O banco afirma que a operação não é relevante frente ao total de sua carteira de crédito nem à rentabilidade esperada, justificando a não divulgação de Fato Relevante. O episódio é rotineiro e não altera materialmente a tese de investimento.
Assembleia extraordinária do Bradesco aprovou a cisão parcial da Bradseg Participações, com incorporação da parcela cindida pelo próprio Banco Bradesco. O acervo cindido inclui participações relevantes em Bradesco Gestão de Saúde (100%) e Odontoprev (53,61%), reorganizando a estrutura societária do grupo segurador/saúde do banco. A operação foi aprovada por ampla maioria e não altera diretamente resultados, mas simplifica a estrutura de controle dessas participações.
O Bradesco divulgou seus resultados do 4T25, com lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões (ROAE de 15,2%) e lucro anual de R$ 24,7 bilhões, alta de 26,1% sobre 2025 ante 2024. O banco reportou crescimento robusto de receitas, expansão da carteira de crédito acima do guidance e melhora nos índices de qualidade de crédito e eficiência, sinalizando trajetória consistente de recuperação de rentabilidade.